terça-feira, 28 de maio de 2013

Com o braço engessado!

6 dias com o gesso e ainda faltam 39 dias, pelo menos. Pensei em só pensar durante esse período. Ignorei as idéias noturnas, e algumas diurnas, mas sei lá, parece que algo me atrai ao teclado. Mesmo com uma dorzinha chata no braço onde está o gesso, aqui estou.
Estava pensando na Copa das confederações que vai começar no próximo dia 15 de Junho. São 06 cidades-sede com estádios novos, ou reformados, moderníssimos. São críticas de todos os lados pelos gastos e ufanismo exacerbado dos patrocinadores e interessados em receber algo durante o evento.
Foi aí que pensei. Será que o brasileiro realmente se incomoda com a realização desses eventos, com os gastos? Quando digo o brasileiro, digo aquele que pensa e não depende do Governo para sobreviver, apenas para viver. Ah, claro, nem o corrupto-médio brasileiro. Dor no braço! Pausa!
Voltei. Acho que gostamos da sensação de poder ter o nome do nosso País divulgado lá fora, assim como gostamos de receber visitas e saber que estão falando, bem, de nossa casa. Acredito que o que nos preocupa, de verdade, é saber a chance que perdemos, a cada evento, de resolver problemas com transportes, Saúde, Educação, Infra-estrutura em geral por causa da corrupção.
Cada evento desse poderia recuperar regiões inteiras de uma cidade, mas servem apenas para cumprir parte dos cadernos de obrigações e desviar dinheiro. Penso o que poderia ser hoje do Engenho de Dentro se todas as obras de infra-estrutura no entorno do Engenhão tivessem sido realizadas. O triste é que viveremos mais do mesmo.
Cada um tenta conseguir o seu quinhão de um jeito ou de outro. Derrubam instalações que em 2007 era modernas por agora estarem obsoletas e com o dinheiro das novas instalações aumentam patrimônios. Não digo que a culpa seja dos prefeitos, muitas vezes honestos, mas cercados por sanguessugas, como acontece em todas as empresas.
Só que acontece. 1 bilhão para reformar o Maracanã. Outro bilhão para reconstruir o Mané Garrincha e quantos outros bilhões gastos e no Rio, por exemplo, o Metrô continuará atendendo apenas uma parte da população, da cidade.
Tenho esperança que as coisas melhorem, só não espero estar vivo para ver melhorarem.
Tenho que parar, braço doendo muito. Tchau!